Igor R., Bacharel em Direito
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Igor R., Bacharel em Direito
Igor R.
Comentário · há 22 horas
Bem, com um espaço fiscal brasileiro bem pequeno para aumentar gastos, e havendo a exigência do aumento de gastos como medidas anticíclicas, o que podemos esperar com a diminuição da arrecadação (mesmo que, em partes, postergada, por redução da carga tributária)?

É um tanto complicado. O governo tem pouca margem para realmente amenizar a recessão econômica (e, dependendo o tempo de quarentena, depressão econômica). Vai imprimir dinheiro? Vai aumentar a dívida pública (esta, no caso, já está para ocorrer)? Ameniza em um primeiro momento, mas não impede em médio e longo prazo.

Estamos concentrados demais nas soluções de países ricos. “Ah, a Alemanha tá injetando horrores”, “ora, a França prometeu milhares de medida”. Goldman Sachs hoje, mesmo com as medidas, projetou PIB em -9% na Zona do Euro (Alemanha -8,9%, França -7,4%, Itália -11,6%). Isso países ricos, que possuem capacidade financeira e um enorme bloco para sustentar medidas anticíclicas. Será mesmo que o Brasil, que está muito longe destes países, tem mesmo meios suficientes? Complicado, ainda mais quando os países estão sem situação econômica bem diferentes e capacidade de ação assimétrica (EUA podem prometer injetar US$ 1 trilhão na economia, e se quiser imprimir dinheiro, enquanto o Brasil não pode sequer sonhar em fazer a metade das medidas).

Enfim, são boas sugestões, mas acho que antes de tudo será uma questão de opções. Vamos antecipar o pico de contágio da doença e aceitar que iremos passar momentos muito difíceis no futuro, inclusive com aumento da letalidade em diversos fatores (suicido, violência, agravamento da situação da saúde pública), ou vamos pensar em meios de mitigar isto, também passando por crise, mas aumentando as chances de recuperação. Porque o “depois a gente vê” pode ser sem retorno para uma parcela significativa da população...

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Entendo, aprecio a sua opinião apesar de discordar de você em pontos cruciais, tal qual a pouca margem tributária que o país possui. Não subestime o país que vive. Apesar da alta carga que o mesmo impõe desde sempre, inclusive para cobrir custos oriundos de corrupção, bem como para sustentar seus imensos gastos com parlamentares e políticos, possui armas para combate eficazes a curto prazo.

Sim, nesse ponto concordo com você que medidas emergenciais amenizam a médio e curto prazo, afinal, são emergenciais. Porém, podem trazer consequências catastróficas se essa situação perdurar a longo. `Esse é o ponto em questão.

Pelo que já foi publicado e estudado, bem como divulgado, a previsão para estabilização do ponto de pico do vírus e sua queda sintomática, tem período determinado, bem como a quarentena de prazo máximo é de 40 dias conforme determinado, porém pode ser antecipado o seu fim como pode ser prorrogado. Então vamos torcer pra que a forma mais benéfica aconteça.

Caso eu tenha me feito entender de forma equivocada, não foi essa intenção, haja vista em nenhum momento no texto publicado falei que seria fácil. Mas sim, na base de muito sacrifício e esforço.

Neste sentido o referido texto é apenas uma visão totalmente apolitica, não querendo defender ou acusar nenhum lado da moeda, mas como cidadão, imprimindo um pouco de revolta com postura do Executivo Federal e Estadual.

Assim, busco uma ótica como cidadão, que está sentindo na pele e tenta vislumbrar alguma solução, fundamentadamente, na tentativa de contribuir da melhor forma para que possamos passar por este momento.

No mais, após realizar essa publicação, não por causa dela óbvio, verifiquei que o governo está adotando uma outra postura, o que é ótimo. Está demonstrando mais segurança e não está mais incentivando coisas inapropriadas para o momento - Está procurando agir - onde esperamos ansiosos que medidas possam sair do papel nos próximos dias, bem como sejam criadas novas determinações suficientes para suportarmos este período.

Lógico que existem outros posicionamentos, como o de sair para a rua, ter uma vida normal, adotando uma medida de concessão aqui e ali, tapando os olhos para não parar a economia, pois ela deve ser tratada como o bem mais importante, ao contrário do que determina até a própria constituição, enquanto um vírus praticamente desconhecido assola o mundo, podendo trazer consequências mais gravosas se ignorado.

Esse é um tipo de posicionamento, válido, mas não me representa tampouco me agrada. Portanto, não é o adotado, particularmente, por mim.

Como você bem frisou, não podemos comparar-nos com países de primeiro mundo, mas a todo momento comparações são feitas reiteradamente. Mas mesmo assim, lutamos com as armas que temos e com o mesmo inimigo incomum dos grandes, a pandemia.

Agradeço a sua colaboração, apesar de discordar em alguns pontos, ela é bem ponderada.

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