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  • Bacharel em Direito

Igor R.

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Igor R.
Comentário · há 3 dias
Prezados, vou me intrometer na conversa.

A esquerda brasileira pós-ditadura se caracteriza, com alguma exceções, pela guerra de posições. Aqui a esquerda prioriza muito mais a idéia de uma revolução passiva, através da construção de uma hegemonia, do que pegar em armas e partir para uma guerra.

Então por qual motivo o PT não fez uma revolução buscando uma ditadura do proletariado? Porque não iria conseguir! E nem era interesse deles...

O PT tinha um projeto de poder. E eles pegaram o país com uma condição econômica estável, inflação em patamares aceitáveis (até então), com a América Latina quase inteira crescendo e algumas externalidades pesando positivamente para nosso país. Porque iriam tentar uma “revolução” se o país concedida popularidade ao Lula? Pela via democrática, ao que tudo indica, o PT iria se manter no poder por muito tempo.

Na Venezuela o chavismo fez coisa parecida, com condições favoráveis iguais. Enquanto o povo vivia feliz com os petrodólares, ninguém se opunha às “reformas” que Chavez vinha fazendo para enfraquecer a oposição. Quando o país entrou em crise, onde seria o momento de alternância de poder, Chávez e Maduro já tinham limado esta chances, tanto por via legal quanto judicial. Daí o povo descobriu que não tinha poder mais... deu no que deu!

Então, faz sentido comparar com Cuba e Coréia do Norte? Não, não faz! Faz sentido comparar com a Venezuela? Sim, TODO sentido.

O que Lula não fez aqui foi aparelhar às forças armadas. E nem armar milícias. Ele mesmo já se declarou arrependido de não ter atuado neste sentido. E o que podemos esperar de volta do PT ao poder? No intuito de retomar o projeto de poder, corrigir estas falhas.

Considerando a crise humanitária da Venezuela, e que o PT prega, eu acho ele muito mais perigosos que o Bolsonaro — que também considero perigoso e daninho à nossa sociedade.

Abraços!
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Igor R.
Comentário · há 3 dias
Sr. Hélio,

Uma coisa não invalida a outra. Então como não tratar o ódio propagado pela esquerda como algo válido para ponderação?

O que talvez confunda as pessoas em relação ao Bolsonaro e o Haddad (e o PT, e a esquerda em geral — com algumas exceções) é a forma como a mensagem é passada.

O Bolsonaro passa a mensagem de uma forma mais explícita, vinda de ele mesmo, muita às vezes de pronta-reação sem formular o argumento. Ele é um reacionário primário, que, engendrando uma narrativa anti-esquerda, acaba tentando ser o oposto à esquerda de maneira apressada e agressiva.

Já um Haddad não faz isto. A narrativa dele é mais rebuscada, construída durante muitas décadas. Existe uma estrutura partidária dando o suporte intelectual e estratégico necessário para que ele não cometa erros crassos como o Bolsonaro comete. Não cabe a ele o ataque direto, de campo, às agressões verbais e físicas: isto ele deixa para a baixa militância. Cabe a ele, e seus intelectuais orgânicos, passar para essa militância, de maneira sútil e subliminar, quem e o que eles têm que odiar. Faz por vias do conflito de classes/grupos. É “branco x preto”, “mulher x homem”, “empregado x empregador”, “pobre x rico” (ou classe média). Muito do que se observa agora, nessa narrativa de quem vota no Bolsonaro é “racista”, “fascista”, “nazista” e diversos “istas” que se acusa, é uma forma igual de incitação ao ódio — só que com uma roupagem diferente.

Mas este lado é omitido do debate. É invalidado porque o outro faz coisa errada, logo, não vamos falar sobre o ódio do PT em relação a uma parcela significativa do povo.

Para terminar, gostaria de lembrar que a maioria que vota no Bolsonaro não o faz porque coaduna com o racismo e a homofobia dele. Muitos sequer sabiam da existência do Bolsonaro. Estão votando por estarem cansados de serem atacados por uma esquerda hidrófoba que não dialoga: impõe! É um sentimento enorme misto de antipetismo, antilulismo e antiesquerdista que a esquerda, avessa à autocrítica, não conseguiu entender a tempo.

Um abraço!

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